domingo, 15 de junho de 2014

URUGUAI 1 X 3 COSTA RICA – Datena faz denúncia grave e Ganso e Luiz Fabiano incorporam

PAI DE SANTO: Alê Oliveira, comentarista da ESPN, enxerga bem o jogo e apresenta sempre uma coleção de frases de efeito. No Japão 1 x 2 Costa do Marfim, falando de algum jogador: fulano “parece pai de santo iniciante, não acerta um passe”. O leitor mais atento está pensando, com razão, que esse blog é uma bagunça, que o título é do jogo do Uruguai e o post fala do Japão.

GANSO E LUIZ FABIANO FAZEM GOL NA COPA: O pai de santo iniciante estava no jogo do Japão, mas um experiente esteve em Fortaleza, no vestiário da Costa Rica no intervalo do jogo contra o Uruguai (ahá, te peguei, leitor atento!). O jogo não foi no Morumbi, a torcida não pediu Luiz Fabiano, nem Ganso. Mas eles baixaram em Ureña e Campbell. Veja o terceiro gol. Parece um gol do São Paulo, o passe do Campbell é exatamente igual aos passes do Ganso e a conclusão do Ureña é purinha, sem tirar nem por, as do Fabuloso.

FRASE DO DIA: O Campbell não é sopa, não!

COSTA RICA É ZEBRA? Não há, no jornalismo esportivo, quem não tenha atribuído à Costa Rica o papel de saco de pancada  no “grupo da morte”, que tem os campeões mundiais Uruguai, Itália e Inglaterra, mesmo que o Uruguai não vença uma Copa há 64 anos e a Inglaterra há 44. Há que dirá que o Uruguai ficou em terceiro em 2010. Em 2010, naquela Copa horrorosa? Estaria o Uruguai assim tão bem, tendo se classificado para esta Copa na bacia das almas, pegando a última vaga na repescagem? Ter dois grandes atacantes (Soares e Cavani – o primeiro de fora na estréia) justificaria tanto favoritismo? Prandelli, técnico da Itália, perguntado sobre a surpresa que a Costa Rica aprontou contra o Uruguai, fez uma cara de quem discorda e respondeu algo como “supresa? Quem não está acompanhando pode pensar que foi surpresa”. Parece que os comentaristas tiveram preguicinha.

DATENA DENUNCIOU O JOGO: A transmissão da Band foi, disparado, a pior das seis opções disponíveis. Datena é insuportável como narrador. No jogo, formou dupla com o excelente comentarista Edmundo, o “animal”, aquele ex-jogador do Vasco, Palmeiras, Flamengo e Seleção Brasileira da Copa de 98. Edmundo normalmente ajuda a entender o jogo, explica a tática, as opções, o posicionamento e além de tudo se expressa muito bem. Só que o Datena não o deixou falar, monopolizou a transmissão.
Parecia estar no Brasil Urgente, falando sem parar, sem parar, sem parar, tagarelando bobagem atrás de bobagem, com aquele jeitão insuportável. Ele não narra, faz denúncia grave. Denunciou que o gol quase saiu, denunciou que o uruguaio agrediu, denunciou até os gols. Só faltou gritar “foca em mim”. De vez em quando se lembrava do Edmundo e perguntava alguma coisa. Edmundo acordava de repente, meio sem saber o que fazer, como quando entrou no final da decisão da copa de 98, quando a vaca já estava no brejo, no dia em que Ronaldo se borrou. Edmundo pagou seus pecados. Pagar pecados, aliás, é a única vantagem de acompanhar um jogo narrado pelo Datena.


URUGUAIOS NÃO APELARAM: Sem generalizar, como adora fazer o Galvão (não, hoje – estava em Manaus): só dois deles apelaram. Os uruguaios levaram um vareio de bola dos costariquenhos, mas jogaram o que podiam e levaram na boa, com exceção de Maxi Pereira, expulso por um pontapé e outro, creio que Caceres, por uma entrada muito pior, daquelas de quebrar a perna, mas que não foi expulso. 

É isso aí, torcedor da Costa Rica, 3 a 1. Tremam, ingleses!

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