PAI DE SANTO: Alê
Oliveira, comentarista da ESPN, enxerga bem o jogo e apresenta sempre uma coleção
de frases de efeito. No Japão 1 x 2 Costa do Marfim, falando de algum
jogador: fulano “parece pai de santo iniciante, não acerta
um passe”. O leitor mais atento está pensando, com razão, que esse blog é uma
bagunça, que o título é do jogo do Uruguai e o post fala do Japão.
GANSO E LUIZ FABIANO
FAZEM GOL NA COPA: O pai de santo iniciante estava no jogo do Japão, mas um experiente esteve em Fortaleza, no
vestiário da Costa Rica no intervalo do jogo contra o Uruguai (ahá, te peguei,
leitor atento!). O jogo não foi no Morumbi,
a torcida não pediu Luiz Fabiano, nem Ganso. Mas eles baixaram em Ureña e Campbell.
Veja o terceiro gol. Parece um gol do São Paulo, o passe do Campbell é
exatamente igual aos passes do Ganso e a conclusão do Ureña é purinha, sem
tirar nem por, as do Fabuloso.
FRASE DO DIA: O Campbell
não é sopa, não!
COSTA RICA É ZEBRA?
Não há, no jornalismo esportivo, quem não tenha atribuído à Costa Rica o papel de saco
de pancada no “grupo da morte”, que tem os campeões mundiais
Uruguai, Itália e Inglaterra, mesmo que o Uruguai não vença uma Copa há 64 anos
e a Inglaterra há 44. Há que dirá que o Uruguai ficou em terceiro em 2010. Em
2010, naquela Copa horrorosa? Estaria o Uruguai assim tão bem, tendo se
classificado para esta Copa na bacia das almas, pegando a última vaga na
repescagem? Ter dois grandes atacantes (Soares e Cavani – o primeiro de fora na
estréia) justificaria tanto favoritismo? Prandelli, técnico da Itália, perguntado
sobre a surpresa que a Costa Rica aprontou contra o Uruguai, fez uma cara de
quem discorda e respondeu algo como “supresa? Quem não está acompanhando pode
pensar que foi surpresa”. Parece que os comentaristas tiveram preguicinha.
DATENA DENUNCIOU O
JOGO: A transmissão da Band foi, disparado, a pior das seis opções disponíveis.
Datena é insuportável como narrador. No jogo, formou dupla com o excelente comentarista Edmundo, o “animal”,
aquele ex-jogador do Vasco, Palmeiras, Flamengo e Seleção Brasileira da Copa de
98. Edmundo normalmente ajuda a entender o jogo, explica a
tática, as opções, o posicionamento e além de tudo se expressa muito bem. Só
que o Datena não o deixou falar, monopolizou a transmissão.
Parecia estar no Brasil Urgente, falando sem
parar, sem parar, sem parar, tagarelando bobagem atrás de bobagem, com aquele jeitão
insuportável. Ele não narra, faz denúncia grave. Denunciou que o gol quase saiu,
denunciou que o uruguaio agrediu, denunciou até os gols. Só faltou gritar “foca
em mim”. De vez em quando se lembrava do Edmundo e perguntava alguma coisa.
Edmundo acordava de repente, meio sem saber o que fazer, como quando entrou no
final da decisão da copa de 98, quando a vaca já estava no brejo, no dia em que
Ronaldo se borrou. Edmundo pagou seus pecados. Pagar
pecados, aliás, é a única vantagem de acompanhar um jogo narrado pelo Datena.
URUGUAIOS NÃO APELARAM:
Sem generalizar, como adora fazer o Galvão (não, hoje – estava em Manaus): só dois
deles apelaram. Os uruguaios levaram um vareio de bola dos costariquenhos, mas
jogaram o que podiam e levaram na boa, com exceção de Maxi Pereira, expulso por
um pontapé e outro, creio que Caceres, por uma entrada muito pior, daquelas de
quebrar a perna, mas que não foi expulso.





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